quinta-feira, 7 de abril de 2011

Mais uma rosa

Ontem plantei mais uma rosa em meu jardim.
Ontem fiz uma viagem pela (minha) vida.
Ontem tomei um vinho que guardava para um momento.
Ontem recebi diversas palavras. Que doeram e sorriram em mim.
Ontem, fiquei sozinha. Por escolha. Para o bem.
Ontem derramei lágrimas convulsivas, de libertação.
Ontem decidi viver, viver somente.
Ontem percebi a beleza que há na experiência.
Ontem decidi (novamente): não terei fim.

Um comentário:

  1. Ontem sujei os dedos de sangue e lágrima. Mais uma vez tentei tocar a rosa pelo lugar errado.
    Ontem gritei nomes feios ao espelho e a quem pratica a maldade no mundo. Não é a maldade de apertar o gatilho, mas a de quebrar uma flecha. Não sei o quão as pessoas são capazes de mentir, não sei o quão eu mesmo permito que entrem na minha vida e mintam sobre mim, machuquem a quem eu só quis proteger. Eu sou aquele tolo clássico, que deixou todas as gavetas abertas para os impostores roubarem a minha intimidade. Aquele palhaço chorando num beco, aquele falso anjo caído numa poça. Ontem minhas asas foram quebradas e eu decidi correr pra muito longe do único lugar em que aprendi a sorrir e me assustei com a nobreza do amor. Ofereço um brinde sem taça (porque ontem não bebi) ao talento de quem conseguiu enfim esmigalhar o milagre que é uma flor. Vou guardar as pétalas despedaçadas junto aos bilhetes, dentro do livro-presente da Clarice. Prometi para algum deus que me amaldiçoa com talento e angustia nunca ler uma linha sequer deste livro.

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Quem sou eu

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Sou alegria, sou dor. Sou início, sou fim. Sou amor, sou ódio. Não grito, deveria.