Uma palavra mal dita.
Um grito que não saiu.
Um apelo que foi só seu.
Um momento para esquecer.
Um sonho despedaçado.
Um coração em miudos.
Uma descoberta infeliz.
Um desejo que só existia em você.
Um pedaço de existência que se foi.
E eu aqui.
Em pé.
Sorrindo.
sexta-feira, 29 de julho de 2011
domingo, 19 de junho de 2011
Sintonia
Sei que existe a sintonia de sons, de cores, de pessoas, mas nenhuma é tão profunda quanto a sintonia de corpo e alma. Ela existe, sei que existe. Quando os olhos se entrelaçam, quando o corpo se mistura numa fusão de carícias e cheiros e desvãos.
Gosto de viver para que essa sintonia me alcance, mais dia menos dia. E ela sempre alcança.
É esta sintonia que nos faz querer sentir tudo novamente, mesmo que por pouco tempo. E nos faz crer que vale a pena.
Gosto de viver para que essa sintonia me alcance, mais dia menos dia. E ela sempre alcança.
É esta sintonia que nos faz querer sentir tudo novamente, mesmo que por pouco tempo. E nos faz crer que vale a pena.
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Ela estava como se flutuasse. Não queria mais a força da gravidade.
Gostaria que seu espírito esvaísse boca afora.
Seu corpo ficou, mas seu espírito se foi e observou por cima, tudo.
Viu uma mulher que chorava baixinho, entre os cobertores.
Viu um homem que ria alto, entre seus diversos eus.
Viu uma família que se formaria, mas se dissipou. Rápido.
Viu um corpo estendido. Morto? Vivo? Morto de sentimentos.
Sentiu um forte vento que a levava. Para onde? Não importava.
Ela queria ir. E foi.
Ela sabia o que queria, mas não conseguia lhe nomear o desejo.
Será que um dia ela voltará?
Gostaria que seu espírito esvaísse boca afora.
Seu corpo ficou, mas seu espírito se foi e observou por cima, tudo.
Viu uma mulher que chorava baixinho, entre os cobertores.
Viu um homem que ria alto, entre seus diversos eus.
Viu uma família que se formaria, mas se dissipou. Rápido.
Viu um corpo estendido. Morto? Vivo? Morto de sentimentos.
Sentiu um forte vento que a levava. Para onde? Não importava.
Ela queria ir. E foi.
Ela sabia o que queria, mas não conseguia lhe nomear o desejo.
Será que um dia ela voltará?
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Sentimentos (re)descobertos
Ando (re)descobrindo várias pessoas, formas, alegrias.
A menina que um dia descobriu a vida, é agora uma mulher que (re)descobre as coisas da vida. Suas belezas, suas tristezas, suas alegrias, suas dores.
É importante ser em todos os momentos o que você nunca pensou ser. É incrível. Ando muito satisfeita com meus pensamentos e meus sentidos. Acredito que agora sim estou de volta. Andei perdida, me encontrei (eu acho). Estou feliz.
Cansei de tudo e todos que fizeram com que perdesse o sentido. Descobri uma forma nova de caminhar: seguir.
(re)Descobri a arte de viver intensamente os momentos, por menores que sejam, porque todos valem. Viver sorrindo, viver cantando (não sei cantar, enfim...), viver chorando, viver doendo: VIVER.
A menina que um dia descobriu a vida, é agora uma mulher que (re)descobre as coisas da vida. Suas belezas, suas tristezas, suas alegrias, suas dores.
É importante ser em todos os momentos o que você nunca pensou ser. É incrível. Ando muito satisfeita com meus pensamentos e meus sentidos. Acredito que agora sim estou de volta. Andei perdida, me encontrei (eu acho). Estou feliz.
Cansei de tudo e todos que fizeram com que perdesse o sentido. Descobri uma forma nova de caminhar: seguir.
(re)Descobri a arte de viver intensamente os momentos, por menores que sejam, porque todos valem. Viver sorrindo, viver cantando (não sei cantar, enfim...), viver chorando, viver doendo: VIVER.
terça-feira, 26 de abril de 2011
Descobertas
Vivemos para descobrir.
Talvez um mundo melhor. Talvez uma vida menos corrosiva.
Quem sabe um instante? Quem sabe uma fuga?
Às vezes um caminho. Às vezes uma pessoa.
Um dia. Uma hora. Um minuto.
Quantas descobertas já não nos tocaram? E quantas mais irão tocar?
Ando descobrindo caminhos nunca antes percorridos.
E, com eles, muitos sentimentos. Nunca antes vividos.
Descubro a cada minuto uma nova EU.
Ando me surpreendendo a cada momento, com tudo, todos.
Estou anestesiada com tantas descobertas.
Quero mais!
Talvez um mundo melhor. Talvez uma vida menos corrosiva.
Quem sabe um instante? Quem sabe uma fuga?
Às vezes um caminho. Às vezes uma pessoa.
Um dia. Uma hora. Um minuto.
Quantas descobertas já não nos tocaram? E quantas mais irão tocar?
Ando descobrindo caminhos nunca antes percorridos.
E, com eles, muitos sentimentos. Nunca antes vividos.
Descubro a cada minuto uma nova EU.
Ando me surpreendendo a cada momento, com tudo, todos.
Estou anestesiada com tantas descobertas.
Quero mais!
sábado, 16 de abril de 2011
3
O e-mail.
A escolha.
O caminho.
A espera.
A entrada.
O quarto.
O vinho.
A lazanha.
O cigarro.
Os beijos.
Os afagos.
O não.
O entendimento.
A despedida.
A escolha.
O caminho.
A espera.
A entrada.
O quarto.
O vinho.
A lazanha.
O cigarro.
Os beijos.
Os afagos.
O não.
O entendimento.
A despedida.
A arte de dizer NÃO
É muito duro e triste dizer esta simples palavra quando o que mais se quer é dizer a oposta a ela. É uma luta sem fim contra um sentimento que só quer explodir, mas não pode. Creio que as pessoas que têm potencial para proferir esta palavra em momentos de prova, são pessoas fortes, que têm clareza do que elas querem na razão, mesmo o coração sempre empurrando para o caminho contrário (Existem momentos que devemos seguí-lo, mas nem sempre é o caminho da felicidade plena).
Dizer não, não é fácil, mas é preciso, necessário às vezes. O mundo seria muito simples e, ao mesmo tempo, muito sem graça se tudo o que quiséssemos pudéssemos ter. Por isso é preciso dizer não, mesmo contra tudo o que há de mais forte dentro de si, tudo o que há de mais belo.
Por tudo isso eu disse NÃO. Mas preciso a todo instante lutar contra um arrependimento que me corroi, mesmo sabendo que foi a melhor opção.
Dizer não, não é fácil, mas é preciso, necessário às vezes. O mundo seria muito simples e, ao mesmo tempo, muito sem graça se tudo o que quiséssemos pudéssemos ter. Por isso é preciso dizer não, mesmo contra tudo o que há de mais forte dentro de si, tudo o que há de mais belo.
Por tudo isso eu disse NÃO. Mas preciso a todo instante lutar contra um arrependimento que me corroi, mesmo sabendo que foi a melhor opção.
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Mais uma rosa
Ontem plantei mais uma rosa em meu jardim.
Ontem fiz uma viagem pela (minha) vida.
Ontem tomei um vinho que guardava para um momento.
Ontem recebi diversas palavras. Que doeram e sorriram em mim.
Ontem, fiquei sozinha. Por escolha. Para o bem.
Ontem derramei lágrimas convulsivas, de libertação.
Ontem decidi viver, viver somente.
Ontem percebi a beleza que há na experiência.
Ontem decidi (novamente): não terei fim.
Ontem fiz uma viagem pela (minha) vida.
Ontem tomei um vinho que guardava para um momento.
Ontem recebi diversas palavras. Que doeram e sorriram em mim.
Ontem, fiquei sozinha. Por escolha. Para o bem.
Ontem derramei lágrimas convulsivas, de libertação.
Ontem decidi viver, viver somente.
Ontem percebi a beleza que há na experiência.
Ontem decidi (novamente): não terei fim.
quarta-feira, 30 de março de 2011
Arder em saudades
Sentimos saudades das coisas mais supérfluas às coisas que dizemos mais importantes: família, amigos, amores, lugares, brincadeiras, trocas... Tudo. O que importa é que sentimos e isso nos faz ter do que sentir saudades. O mais importante é sabermo-nos vivos para tal sentimento. Sentimento esse que doi, mas uma dor às vezes boa, porque sabemos que irá curar; outras vezes dolorosa demais para cicatrizar a ferida. Não importa. Estamos vivos e sentir é estar vivo.
Quando ardo em saudades, parece que explodirei, gostaria realmente de explodir, é bom. Sabe aquela coisa que achamos repugnante, mas não conseguimos não olhar? Assim é a saudade, a falta. Gostaríamos de não ter, mas não conseguimos parar de "olhar".
Faz bem. Sentir o peito arder de saudades é sinônimo de estar vivo e de que um dia tivemos uma coisa, pessoa, momento, que nos faz ter lembranças saborosas.
Estamos vivos!
Quando ardo em saudades, parece que explodirei, gostaria realmente de explodir, é bom. Sabe aquela coisa que achamos repugnante, mas não conseguimos não olhar? Assim é a saudade, a falta. Gostaríamos de não ter, mas não conseguimos parar de "olhar".
Faz bem. Sentir o peito arder de saudades é sinônimo de estar vivo e de que um dia tivemos uma coisa, pessoa, momento, que nos faz ter lembranças saborosas.
Estamos vivos!
sexta-feira, 25 de março de 2011
2
A comunicação.
O encontro.
O bar.
A cerveja.
A conversa.
O sorriso.
O beijo.
A cerveja.
O cigarro.
As pernas.
O ponto.
O calor.
O encaixe.
A despedida.
O encontro.
O bar.
A cerveja.
A conversa.
O sorriso.
O beijo.
A cerveja.
O cigarro.
As pernas.
O ponto.
O calor.
O encaixe.
A despedida.
terça-feira, 22 de março de 2011
Amor
O que é o amor? Quer pergunta mais comum? E também mais complexa? Não sei o que é o amor. Sei somente o que é sentir o amor. Mas também não quero entendê-lo, quero senti-lo. Não sei quando, não sei como, não sei com quem e muito menos por que. Apenas sei, sabemos. Sei que o amor é liberdade, sei também que é prisão. Sei que é felicidade, sei também que é dor. Sei que é amizade, sei também que é inimizade. Sei que é cuidado, sei também que é descuido. Sei que é aproximação, sei também que é abandono.
Poderia ficar horas nas antíteses, mas não quero. Sei o que é sentir o amor e já me sinto grata por isso, apesar de saber quem não sabe o que é senti-lo, só acha. Que triste!
Amor é aquilo que nos alimenta, mesmo não estando faminto.
Amor é aquilo que nos acalenta, mesmo sendo frio.
Amor é um pássaro que voa ao longe, sem saber ao certo seu destino, apenas vai... e vai... e vai...
Poderia ficar horas nas antíteses, mas não quero. Sei o que é sentir o amor e já me sinto grata por isso, apesar de saber quem não sabe o que é senti-lo, só acha. Que triste!
Amor é aquilo que nos alimenta, mesmo não estando faminto.
Amor é aquilo que nos acalenta, mesmo sendo frio.
Amor é um pássaro que voa ao longe, sem saber ao certo seu destino, apenas vai... e vai... e vai...
domingo, 20 de março de 2011
Adeus
Adeus é uma palavra muito forte, mas em certas ocasiões é ela quem deve ser usada. Como agora, não queria ver o que estava sempre em minha frente: não sou bem-vinda, portanto digo ADEUS. Sim, com letras maiúsculas, acabou, vou embora. Deixo para trás sonhos, planos, momentos, alegrias, prazeres, desejos, enfim, tudo. Para mim, esses momentos de abandono só chegam quando tenho certeza do que realmente está acontecendo bem embaixo do meu nariz e eu fazia de tudo para não ver. Sonhava, idealizava, mas chega a hora de dizer: É verdade, acabou.
Acaba quando já não faço mais parte do lugar, quando eu já não faço mais parte do corpo, dos sentimentos, de tudo. É hora de deixar. É hora de partir, e eu parto.
Os sonhos não são mais comigo; os prazeres não são mais comigo; os planos não são mais comigo o peito não é mais só para meus fios se aconchegarem. É chegado o fim, é chegada a hora.
Doi, mas acabou. Doi muito. Mas quem~não consegue compreender a dor, conviver com ela, não sabe o que é viver. Não sabe os prazeres que ela pode nos dar, as descobertas e, principalmente, a força para seguir em frente.
Vou embora, mas sempre deixo um pouco do que há de mim em tudo e todos por onde passo, por onde fui. Fiquem com essa lembrança, porque a presença, não mais.
Acaba quando já não faço mais parte do lugar, quando eu já não faço mais parte do corpo, dos sentimentos, de tudo. É hora de deixar. É hora de partir, e eu parto.
Os sonhos não são mais comigo; os prazeres não são mais comigo; os planos não são mais comigo o peito não é mais só para meus fios se aconchegarem. É chegado o fim, é chegada a hora.
Doi, mas acabou. Doi muito. Mas quem~não consegue compreender a dor, conviver com ela, não sabe o que é viver. Não sabe os prazeres que ela pode nos dar, as descobertas e, principalmente, a força para seguir em frente.
Vou embora, mas sempre deixo um pouco do que há de mim em tudo e todos por onde passo, por onde fui. Fiquem com essa lembrança, porque a presença, não mais.
quinta-feira, 17 de março de 2011
Ela caminha rumo ao desconhecido. Não sabe bem onde vai chegar, sabe que vai. Ela não sabe mais o que sentir, o que pensar, o que viver. Sabe que quer viver, mas para quê? Tudo se torna indiferente aos seus olhos, sua alegria se mingua cada dia mais, mesmo que ela tente apaziguar o tormento que existe dentro de si com todas as forças e falsidades (ela não é falsa, por isso não consegue). Seu olhar, antes brilhante como uma bela folha que se ergue frente a força primaveril, se resume a uma folha que cai lentamente frente a um vento de outono. Não sabe bem como ocorreu, só sabe que ocorreu e ela sofre, sofre muito. Doi latejante em seu peito um sentimento de não poder mais nada, apenas sentir o vazio que existe em sua alma tão jovem e já tão atormentada por descobertas e dores lacivas.
terça-feira, 15 de março de 2011
Respingos
Cai a chuva.
Em meu quarto ouço.
Em meu corpo sinto os respingos do que foi enquanto estava por perto.
Respingos de chuva em que me banhei. Respingos de sentimentos em que me afundei.
Gosto do banho de chuva, talvez por sempre ouvir dizer que ele poderia lavar a alma.
Lava, mas não cura.
Sinto que estou cada vez mais distante desta cura, ou mais próxima do fim.
Estes respingos irão secar e, com eles, a dor que me sufoca, que só se liberta quando aqui estou.
Gosto de pensar no retorno à chuva, mas prefiro agora apenas sentir seus respingos, que pairam sobre corpo, mente e espírito com força avassaladora.
Passará, secará. Enquanto isso, aguardo somente.
Em meu quarto ouço.
Em meu corpo sinto os respingos do que foi enquanto estava por perto.
Respingos de chuva em que me banhei. Respingos de sentimentos em que me afundei.
Gosto do banho de chuva, talvez por sempre ouvir dizer que ele poderia lavar a alma.
Lava, mas não cura.
Sinto que estou cada vez mais distante desta cura, ou mais próxima do fim.
Estes respingos irão secar e, com eles, a dor que me sufoca, que só se liberta quando aqui estou.
Gosto de pensar no retorno à chuva, mas prefiro agora apenas sentir seus respingos, que pairam sobre corpo, mente e espírito com força avassaladora.
Passará, secará. Enquanto isso, aguardo somente.
segunda-feira, 14 de março de 2011
1
A espera.
O olhar.
O instante.
Os presentes.
A conversa.
A semelhança.
O contato.
A surpresa.
O vinho.
O cigarro.
O toque.
O lábio.
O arrepio.
O início.
O brilho.
A despedida.
O olhar.
O instante.
Os presentes.
A conversa.
A semelhança.
O contato.
A surpresa.
O vinho.
O cigarro.
O toque.
O lábio.
O arrepio.
O início.
O brilho.
A despedida.
Entender
Ela lê, escuta, toca. Procura. Encontra palavras, nuances que machucam, que a fazem sentir, mas não encontra o que procura: entender.
Entender o que se passa dentro dela, o que ela vê, sente, ouve, doi.
Acaba de descobrir que não sabem o que ela é. Acham que é menina. Talvez seja. Por isso não entende.
Não entende como podem ferir algo que é intocável, algo que ela transparece, algo que ela deseja. Mas o fazem. E bem feito.
Não entende como podem mentir sobre sentidos, sentimentos. Como podem (tentar) esconder sentidos, sentimentos. Acham que ela não sabe que acontece. Mas sabe.
Ela sabe que aquilo que tinha dentro se foi. Para onde? Sabe bem. Só não assumem. Têm medo.
Talvez um dia, uma noite talvez, desejem falar, esclarecer o que foi aquele turbilhão de papeis jogados ao vento, com uma força de não poder nunca mais voltar.
Enquanto isso ela aguarda, o momento, de simplesmente entender.
Entender o que se passa dentro dela, o que ela vê, sente, ouve, doi.
Acaba de descobrir que não sabem o que ela é. Acham que é menina. Talvez seja. Por isso não entende.
Não entende como podem ferir algo que é intocável, algo que ela transparece, algo que ela deseja. Mas o fazem. E bem feito.
Não entende como podem mentir sobre sentidos, sentimentos. Como podem (tentar) esconder sentidos, sentimentos. Acham que ela não sabe que acontece. Mas sabe.
Ela sabe que aquilo que tinha dentro se foi. Para onde? Sabe bem. Só não assumem. Têm medo.
Talvez um dia, uma noite talvez, desejem falar, esclarecer o que foi aquele turbilhão de papeis jogados ao vento, com uma força de não poder nunca mais voltar.
Enquanto isso ela aguarda, o momento, de simplesmente entender.
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Quem sou eu
- Luana Christino
- Sou alegria, sou dor. Sou início, sou fim. Sou amor, sou ódio. Não grito, deveria.