quarta-feira, 30 de março de 2011

Arder em saudades

Sentimos saudades das coisas mais supérfluas às coisas que dizemos mais importantes: família, amigos, amores, lugares, brincadeiras, trocas... Tudo. O que importa é que sentimos e isso nos faz ter do que sentir saudades. O mais importante é sabermo-nos vivos para tal sentimento. Sentimento esse que doi, mas uma dor às vezes boa, porque sabemos que irá curar; outras vezes dolorosa demais para cicatrizar a ferida. Não importa. Estamos vivos e sentir é estar vivo.

Quando ardo em saudades, parece que explodirei, gostaria realmente de explodir, é bom. Sabe aquela coisa que achamos repugnante, mas não conseguimos não olhar? Assim é a saudade, a falta. Gostaríamos de não ter, mas não conseguimos parar de "olhar".

Faz bem. Sentir o peito arder de saudades é sinônimo de estar vivo e de que um dia tivemos uma coisa, pessoa, momento, que nos faz ter lembranças saborosas.

Estamos vivos!

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Sou alegria, sou dor. Sou início, sou fim. Sou amor, sou ódio. Não grito, deveria.