Cai a chuva.
Em meu quarto ouço.
Em meu corpo sinto os respingos do que foi enquanto estava por perto.
Respingos de chuva em que me banhei. Respingos de sentimentos em que me afundei.
Gosto do banho de chuva, talvez por sempre ouvir dizer que ele poderia lavar a alma.
Lava, mas não cura.
Sinto que estou cada vez mais distante desta cura, ou mais próxima do fim.
Estes respingos irão secar e, com eles, a dor que me sufoca, que só se liberta quando aqui estou.
Gosto de pensar no retorno à chuva, mas prefiro agora apenas sentir seus respingos, que pairam sobre corpo, mente e espírito com força avassaladora.
Passará, secará. Enquanto isso, aguardo somente.

Gente, que lindeza!!! Continue escrevendo, viu? Beijos!
ResponderExcluir