quinta-feira, 9 de junho de 2011

Ela estava como se flutuasse. Não queria mais a força da gravidade.
Gostaria que seu espírito esvaísse boca afora.
Seu corpo ficou, mas seu espírito se foi e observou por cima, tudo.
Viu uma mulher que chorava baixinho, entre os cobertores.
Viu um homem que ria alto, entre seus diversos eus.
Viu uma família que se formaria, mas se dissipou. Rápido.
Viu um corpo estendido. Morto? Vivo? Morto de sentimentos.
Sentiu um forte vento que a levava. Para onde? Não importava.
Ela queria ir. E foi.
Ela sabia o que queria, mas não conseguia lhe nomear o desejo.
Será que um dia ela voltará?

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Quem sou eu

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Sou alegria, sou dor. Sou início, sou fim. Sou amor, sou ódio. Não grito, deveria.